Konami

Konami Holdings Corporation (株式会社コナミホールディングス Kabushiki-gaisha Konami Hōrudingusu?) é uma empresa pública japonesa desenvolvedora e distribuidora de jogos eletrônicos, brinquedos, animes, cromos, tokusatsus e máquinas de caça-níqueis. A empresa foi fundada em 1969 como uma empresa de aluguel e reparação de jukeboxes em Osaka, Japão por Kagemasa Kozuki, o ainda atual presidente do conselho de administração e CEO. O nome “Konami” é uma conjunção dos nomes Kagemasa Kozuki, Yoshinobu Nakama, Tatsuo Miyasako, que foram parceiros adquiridos por Kozuki e os fundadores originais da Konami Industry Co., Ltd em 1973. Konami significa igualmente “ondas pequenas.”

Jogo mais famoso:

Entre outros: Castlevania, Silent Hill…

História

A 19 de Março de 1973, Kozuki transformou o negócio na Konami Industry Co., Ltd. e começou a fabricar “máquinas de divertimento” para os arcades. No entanto, a sua primeira verdadeira máquina de jogos não foi criada antes de 1978. Começaram a atingir o sucesso com os títulos de sucesso de 1981 Scramble e Super Cobra.

Entre 1982 e 1985, a Konami produziu e e vendeu software de jogos para PCs, produzindo jogos para as consolas MSX, Atari 2600, e Nintendo Entertainment System (“Famicom” no Japão, “NES” no resto do Mundo). Esta nova área de negócio foi desenvolvida em conjunto, e não em contraste, com as arcadas, e muitos dos jogos de sucesso destas foram convertidos para as consolas. A Konami of America Inc. foi estabelecida nos Estados Unidos em 1982 e, em 1984, a Konami expandiu-se para o Reino Unido, estabelecendo-se como Konami Limited.

A Konami começou a atingir um estrondoso sucesso aquando do lançamento do NES. Muitos dos títulos de maior sucesso desta consola da Nintendo foram produzidos pela Konami, onde se incluem Gradius, a série dos Castlevania, as séries do Contra , e o Metal Gear. A Konami foi uma das empresas mais activas e prolíficas no que concerne ao desenvolvimento de títulos para a NES, o que levou a um conflito com a Nintendo da América no que concerne às restrições de licenciamento. Durante o apogeu da NES, a Nintendo of America controlava a produção de todo o software licenciado para a NES, e limitava os produtores externos a lançarem um máximo de 5 títulos anuais. Inúmeras companhias contornaram esta restrição, criando empresas subsidiárias, multiplicando efectivamente o número de licenças a que tinham direito. No caso da Konami, a subsidiária chamou-se Ultra Games, e um manancial de títulos foi lançado através desta, tais como o Metal Gear original, Gyruss, Skate or Die, os primeiros três jogos da série Teenage Mutant Ninja Turtles. Na Europa, face a uma restrição similar imposta pela divisão européia da Nintendo, a Konami estabeleceu a Palcom Software Ltd. com os mesmos propósitos. No início da década de 1990, a Nintendo Americana retirou muitas destas medidas draconianas de licenciamento e, não sendo mais necessária, a Ultra foi encerrada em 1992, com os empregados a serem absorvidos na Konami of America.

Em 2003, a ‘Konami of America’ encerrou a produção de máquinas de arcada (fliperama) devido às enormes perdas financeiras.

Em Fevereiro de 2003, a Konami adoptou um novo logótipo para comemorar o seu 30º aniversário.

A Konami é hoje o 4º maior produtor de vídeo-jogos no Japão depois da “Nintendo” (1º), “Sega Sammy Holdings” (2º) e “Namco Bandai Holdings” (3º).

Conexão Japão-Estados Unidos

A Konami é uma das mais antigas empresas de jogos eletrônicos do mundo. Ela nasceu em 1969, ainda sem esse nome, e em 1973 iniciou o processo de fabricação de arcades com 1 milhão de ienes de capital. Cinco anos depois, lançaram seus primeiros “flipers” e fizeram muito sucesso: Block Game, Block Invader, Space Ship e Space King.

Mas o mais legal de tudo é que a Konami rapidamente se conectou aos Estados Unidos, ampliando seus horizontes. Já em 1979, começou a exportar máquinas arcade para os americanos, o que ajudou seu capital a saltar para 40 milhões de ienes. E isso era só o começo de uma grande expansão.

O início da década de 80, então, confirmou o sucesso dessa empreitada de Kozuki-san. Novo escritório, ou melhor, um prédio em Osaka. Nova logo. Outra nova sede. Criação da Konami America. Expansão para PCs e consoles, não ficando restrita só a arcades. Tudo isso entre 1980 e 1983. Foi um boom.

Ao fim de 1983, a empresa já fazia games para PC e MSX, tinha sedes no Japão e nos Estados Unidos e contava com um capital de 300 milhões de ienes. Achou que ia parar por aí? Achou errado. No ano seguinte, ela expandiu pra Europa, abrindo escritórios no Reino Unido e na Alemanha.

Nesse período, em termos de games, o grande sucesso foi Frogger, de 1981, em que o jogador controlava sapinhos saltitantes, que precisam ocupar espaços na tela para fechar um nível e seguir adiante. O shoot ‘em up Super Cobra, com tela horizontal, em que você controlava um helicóptero, também foi um sucesso.

E, desde então, a empresa já começava a flertar com games de esporte. Hyper Olympic, Hyper Sports, Konami’s Golf, Konami’s Tennis, Konami’s Baseball, Konami’s Ping Pong, Konami’s Soccer, F1 Spirit… Tudo isso saiu nos anos 80 para plataformas como o MSX e o Commodore.

Em 1986, veio sua primeira grande aventura – que se tornou série e hoje tem até uma série na Netflix. Castlevania, cujo título de estreia foi Akumajō Dracula, de 1986, para  Famicom e convertido para o MSX. Chegou ao Ocidente em 1987 e tornou-se grande símbolo de jogabilidade em jogos de plataforma e ação.

Misturando aventura, terror, vampiros e muita ação, a franquia tornou-se icônica. Desde então, teve diversos games para as mais variadas plataformas. Falta ainda, porém, um para a atual geração, já que o último game da franquia foi Castlevania: Lords of Shadow 2, de 2013, para PC, Xbox 360 e PlayStation 3.

Metal Gear: divisor de águas

O fim da década de 1980 ainda brindou os fãs com um dos maiores jogos da história; uma série de extremo sucesso por três décadas: Metal Gear. Inovador por se tratar de um gameplay stealth, ao invés de combate, e por ter enredos complexos, bem além das histórias tradicionais, ele virou referência no mercado.

Tanto que o primeiro título foi lançado em 1987, para MSX 2 e Commodore 64, logo foi adaptado para o NES e, apenas três anos depois, ganhou a sequência, Metal Gear 2: Solid Snake, para o MSX 2. Só que, infelizmente, esse título saiu somente no Japão e de forma bem mais limitada.

Enquanto isso, no resto do mundo, a Konami continuava a fazer o sucesso com games variados. A série Teenage Mutant Hero Turtles, das populares Tartarugas Ninja, Mission: Impossible, da série de TV Missão Impossível, Batman Returns, do filme, o clássico Nigel Mansell’s World Championship Racing, de F1…

Novos títulos de Castlevania, parceria com a NBA, entrada no mundo do futebol (que iremos detalhar). Tudo isso no começo dos anos 90, enquanto a empresa ainda continuava sua expansão, abrindo novos escritórios em Tóquio e Hong Kong, abrindo venda de ações na bolsa e melhorando sua identidade visual.

Mas voltemos a Metal Gear, que teve seu verdadeiro boom mais de 10 anos após o título original ser lançado. Em 1998, Hideo Kojima revelou o Metal Gear Solid, para PlayStation. Uma obra-prima, em que Solid Snake se infiltra numa instalação de armas nucleares para neutralizar uma ameaça terrorista.

Com mais de 6 milhões de cópias vendidas e nota 94 no Metacritic, o jogou levou tudo aquilo que já havíamos visto nos primeiros dois jogos a um nível muito maior, até pelas possibilidades dadas pela geração de consoles da época. Visual mais bonito, gameplay super fluído e os enredos doidos do nosso Kojimão.

International Superstar Soccer Deluxe

Mas, aqui no Brasil, a Konami é conhecida mesmo pelos jogos de futebol. Tanto versões originais quanto piratas (infelizmente, mas é uma realidade).

Tudo começou em 1994, com International Superstar Soccer. Ali, nascia o mito de Allejo. Como não havia esse esquema de licenciamento de times e jogadores, o game focava apenas em seleções e tinha escalações genéricas. Allejo era o equivalente ao Bebeto, e tornou-se um símbolo da franquia para os brasileiros.

Nota: posteriormente, na versão de Nintendo 64, Allejo veio careca e mais magro, ficando mais associado ao Ronaldo Fenômeno.

No ano seguinte, saiu a versão Deluxe, que é a mais popular do game e fez um enorme sucesso no Super Nintendo. Só que rolou também a “adaptação” para trazer os clubes ao jogo. Era Ronaldinho Campeonato Brasileiro, sucesso nas locadoras do país nessa época, ali em meados dos anos 90.

Basicamente, era o mesmo jogo, só que com as seleções editadas para serem os times do Brasileirão. Além, claro, de ter todos os códigos loucos, tipo de colocar um cachorro em campo. Depois, vieram versões de Nintendo 64, coisas mais modernas, porém seu status só mudou mesmo quando seu nome mudou.

Isso aconteceu em 2001, quando a série virou Pro Evolution Soccer no Ocidente. Lá no Japão, ela já se chamava Winning Eleven desde 1997. Entraram os clubes, licenças e o PES que conhecemos hoje começou a se formar. Considerado, inclusive, melhor do que FIFA por muitos anos.

Sem falar na “variação extra-oficial”, o famoso Bomba Patch – 100% atualizado e ruim de aturar. Virou moda, todo mundo queria jogar. Eram updates piratas com atualizações incríveis pro jogo, com as últimas transferências, os melhores times. Tudo vendido e baixado ilegalmente, claro, mas é impossível não citá-lo.

O sucesso no Brasil na última década foi tanto que a empresa começou a investir mais pesado no nosso mercado. Fechando patrocínios com clubes, acertando licenças com CBF e equipes, fazendo o e-Brasileirão, colocando brasileiros como estrelas da capa e embaixadores do título.

Deu P.T.

Mas os dois últimos títulos que marcaram positivamente a história da Konami são parte de uma grande polêmica. Primeiramente, P.T., o Playable Teaser criado por Hideo Kojima, mas divulgado como se fosse de outro estúdio. Ele motivou muitas pessoas a se unirem e quebrarem a cabeça para descobrirem o que era de fato.

Uma versão demo de Silent Hills, inspirado no sucesso de Silent Hill e que era a obra-prima de Hideo que todos aguardavam. Foi um hit absurdo em 2014. E em 2015 veio Metal Gear Solid V, outro título icônico e que teve ótima recepção da mídia e jogadores – além de mais uma campanha intensa de marketing.

Parecia que Kojima e Konami estavam nos melhores tempos de sua parceria. Mas não foi bem assim. O japonês pediu o boné (ou foi demitido, não se sabe), causando uma baita confusão. O ápice de foi quando ele não foi ao TGA 2015, sob alegações de que a empresa havia o proibido.

A Konami, então, removeu P.T. da PlayStation Store, passou as rédeas de Metal Gear para um time bem diferente (até lançou Metal Gear Survive posteriormente, debaixo de críticas dos especialistas e jogadores) e se separou de vez de Hideo, que por sua vez, voltou um ano depois com a Kojima Productions.

É um capítulo triste da história dos games, tanto pelos envolvidos, como pelo fato de, provavelmente, nunca mais vermos um novo Metal Gear, nem o tão esperado Silent Hills – mesmo que Death Stranding, primeira obra de Hideo fora da Konami após a polêmica, seja um baita sucesso.

Referências:

Meu PS4, Wikipedia.

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