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Crash Bandicoot N. Sane Trilogy

É uma compilação de jogos eletrônicos desenvolvida pela Vicarious Visions e publicada pela Activision. Crash Bandicoot N Sane Trilogy é uma remasterização dos três primeiros jogos da série Crash Bandicoot, Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot 3: Warped, que foram originalmente desenvolvidos pela Naughty Dog para o PlayStation nos anos 90.

Crash Bandicoot N Sane Trilogy foi lançado inicialmente para PlayStation 4 em 30 de junho de 2017, e posteriormente para Microsoft Windows, Nintendo Switch e Xbox One em 29 de junho de 2018.

Resumo

O pessoal da Vicarious Visions, desenvolvedora responsável pela N. Sane Trilogy, que conta com os três primeiros jogos da franquia — Crash Bandicoot (PS, 1996), Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back (PS, 1997) e Crash Bandicoot 3: Warped (PS, 1998) — descreve a coletânea não como um remake, mas sim um “remaster plus”, já que, apesar de terem reconstruído a jogabilidade do zero, eles usaram a geometria de nível original da Naughty Dog como guia. Seja lá como for chamado, eles fizeram um excelente trabalho em quase todas as decisões que tomaram.

A mudança mais óbvia está no visual. Eles conseguiram trazer estes jogos de 20 anos atrás para os dias de hoje. Tanto as fases quanto os personagens foram remodelados, mas mantiveram toda a essência dos originais. Além disso, cutscenes foram adicionadas e refeitas. O resultado ficou surpreendente, principalmente para quem estava acostumado com os gráficos mais quadrados de antigamente. 

A trilha e efeitos sonoros também receberam uma repaginada. Muitos sons dos jogos originais foram mantidos, mas vários outros tiveram de ser refeitos com instrumentos de alta qualidade e até aprimorados com outros elementos que deixaram as músicas consideravelmente diferentes. Alguns fãs podem estranhar, mas a opção por trazer um material diferente e de mais qualidade é sempre melhor do que apenas replicar o original, que, como o próprio Josh Mancell, compositor das versões originais, relatou, havia muitos limites para o que podia ser feito na época. 

Um dos problemas da versão de PS4 eram as longas telas de carregamento, melhoradas através de atualizações. Outra mudança foi a adição de uma fase extra, originalmente excluída do primeiro jogo da franquia por ser difícil demais, a Stormy Ascent, que ficou gratuita apenas no seu mês de lançamento. Esse nível estava no disco original do PlayStation e podia ser acessado utilizando Game Shark. Além de exigir muita habilidade dos jogadores, ele tem cerca de quatro vezes o tamanho de uma fase normal do primeiro Crash, que já contava com os níveis mais longos dentre os três. Tanto as correções de loadings quanto a fase extra já acompanham a versão de Xbox One, Switch e PC.

As mudanças

As mudanças nos jogos da trilogia não foram apenas cosméticas e o pessoal da Vicarious Visions tomou várias decisões para torná-los mais justos e completos, principalmente o primeiro, que não contava com muito dos ajustes que os outros dois receberam. Os três jogos agora contam com salvamento automático, fases bônus repetíveis, time trials e “ajustamento dinâmico de dificuldade”, que estava presente apenas nos dois últimos jogos, e não no primeiro, que dá máscaras Aku Aku e checkpoints após um certo número de fracassos durante o nível. Outro adendo é que agora é possível jogar com a Coco também nos dois primeiros títulos — já que apenas no terceiro ela era jogável —, ainda que ela precise ser desbloqueada neles. Todas essas mudanças deram uma qualidade de vida bastante perceptível ao primeiro jogo, que era o mais difícil e punitivo da franquia.

Por outro lado, algumas escolhas feitas pelos desenvolvedores tornaram a jogabilidade do primeiro Crash mais difícil e até injusta de certa forma. Tomando o terceiro jogo como base, eles alteraram a física e hitboxes dos outros dois jogos, deixando os pulos mais imprecisos. Antes, o formato dos pés do Crash era achatado, o que permitia um ajuste perfeito com as plataformas, mas agora são em formato de pílulas, arredondados, fazendo com que o personagem escorregue das beiradas ao tentar alcançar uma outra plataforma.

Saltos de Crash

O estúdio explica que os saltos de Crash não são os mesmos das versões originais, principalmente do primeiro da trilogia. Os desenvolvedores reforçam que a estratégia adotada foi a de unificação de design, de modo que os jogadores tenham a mesma experiência nos três jogos.

Segundo os criadores, as baterias de testes foram exaustivas, tudo para um manuseio correto. No fim das contas, as métricas de salto foram alteradas, de modo que ficassem similares aos originais. Mesmo assim, existem algumas diferenças. A principal reside no fato do personagem cair mais rapidamente após a liberação do botão ‘X’ do que no jogo original.

Física

Além dos saltos, a forma como Crash interage com plataformas e inimigos também está diferente. Certos saltos exigem mais precisão que o original. Já as colisões se parecem com os originais, para torná-lo mais justo para todos e tão fiel quanto possível.

Além disso, houve outra mudança na física do game, fazendo o Crash cair mais rapidamente após soltar o botão de pulo, deixando ele com uma sensação de estar mais pesado durantes os saltos e, mesmo a curtas distâncias, muitas quedas ocorrem quando você tinha certeza de ter pulado corretamente. Principalmente os jogadores antigos, que já contavam com uma memória muscular das longas jogatinas dos jogos originais, vão passar por maus bocados até se adaptarem à nova fórmula de gameplay.

Dificuldade

O jogo exige maior precisão, principalmente no primeiro. Reforça a equipe de desenvolvimento. Contudo, os pontos de checkpoints e um ajuste dinâmico de dificuldade, tentam equilibrar as coisas. Quando por exemplo, você morre por diversas vezes no mesmo local, o jogo oferece checkpoints e máscaras Aku Aku. Isso certamente contribui.

Para os mais novos, a sugestão é começar pelo terceiro jogo e ir regredindo nos jogos, de modo que ao chegar no primeiro, a prática já terá tido efeito. Já aqueles que experimentaram os originais e ainda possuem a memória muscular, os novos desafios são componentes adicionais.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy visita às origens

A partir do menu inicial, é possível alternar entre os três clássicos de PS1: Crash Bandicoot, Crash Bandicoot: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot: Warped (o melhor, inclusive, ainda é o segundo). Se você gosta de caçar troféus, ainda há um incentivo adicional para revisitar as aventuras, já que são três troféus de platina em um único game – sendo um para cada jogo.

Além da parte visual ter sido completamente retrabalhada, o game faz bom uso da técnica de upscaleao 4K do console mais recente da Sony, o PS4 Pro, e oferece suporte ao recurso HDR, que também funciona no PS4 padrão. Graficamente falando, os três jogos parecem pertencer facilmente a atual geração graças aos cenários mais coloridos, efeitos sofisticados de iluminação e um número maior de detalhes nos ambientes.

Sem a aparência poligonal pela qual são conhecidos, Crash, Coco Bandicoot e o vilão Dr. Neo Cortex parecem ter saído de uma animação de cinema, tamanha qualidade visual. Ainda que o design de alguns inimigos tenha ficado preso à estética do passado, a adaptação gráfica foi feita de forma exemplar.

Assim como o level design das fases foi mantido, a trilha sonora e interface também são fiéis ao material original. As músicas com clima tropical e os efeitos de áudio clássicos, como quando Crash quebra uma caixa e coleta uma fruta Wumpa, aquecem o coração de tanta nostalgia.

Mantendo a forma

Não se engane: nada mudou em relação à jogabilidade. A câmera, por exemplo, que intercala entre perspectiva lateral e profundidade 3D, é a mesma – inclusive com os mesmos problemas. Os movimentos de Crash são basicamente iguais aos de 20 anos atrás e não oferecem nenhuma mudança, assim como a física. Crash se afunda na lama e desliza pelo gelo exatamente como fez nos 90.

Para não dizer que não há nenhuma novidade relevante, o compilado permite se aventurar pelos estágios com ninguém menos que Coco Bandicoot, a irmã mais nova de Crash, que ganha destaque a partir de Cortex Strikes Back, o segundo episódio. Agora, a heroína pode participar de fases que até então exigiam o controle do protagonista.

É impressionante ver como as mecânicas de Crash envelheceram bem. A dificuldade aumenta naturalmente à medida que o jogador vai se familiarizando com os desafios e inimigos pelo caminho. Algumas fases são fáceis e levam poucos minutos para serem finalizadas, mas todas elas têm segredos e itens colecionáveis. O primeiro game, aliás, ainda permanece como o mais difícil da série.

Um ponto relevante a ser considerado é que o gameplay, ao menos nos botões analógicos, não funciona tão bem. Por exigir precisão absoluta em certos obstáculos, os botões direcionais continuam sendo a melhor opção, especialmente se você pretende obter todas as caixas e cristais. Embora os pontos de salvamento estejam aprimorados, os carregamentos excessivos entre uma tela e outra podem frustrar depois de um tempo.

Conclusão

O Crash Bandicoot N Sane Trilogy mostra aos fãs como uma verdadeira remasterização deve ser feita e proporciona uma incrível viagem no tempo. Com gráficos atualizados e em alta definição, a coleção consegue se manter fiel às obras originais e traz conteúdo de sobra em um único pacote. Esperamos que este seja, enfim, o retorno definitivo do mascote às plataformas atuais.

Referências:

Meu PS4, Game Blast, Techtudo, Wikipedia.

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