Call of Duty

Call of Duty (frequentemente abreviado como CoD) é uma série de videojogos na primeira pessoa. A série começou no PC, mais tarde expandindo-se para os vários tipos de consoles. Também foram lançados vários jogos spin-off.

Os primeiros títulos têm como cenário a Segunda Guerra Mundial, incluindo Call of Duty, Call of Duty 2 e Call of Duty 3. Começando em Call of Duty 4: Modern Warfare, que se desenrola nos tempos modernos, a série retirou o seu foco da Segunda Guerra Mundial. Modern Warfare (2007) foi seguido por Call of Duty: World at War e Call of Duty: Modern Warfare 2. Black Ops (2010) decorre na Guerra Fria, enquanto que Modern Warfare 3 (2011) acontece num futuro próximo. Black Ops II (2012) decorre essencialmente no ano 2025. Call of Duty: Ghosts foi lançado em 2013.

Em Maio de 2014 foi anunciado Advanced Warfare e lançado em Novembro desse ano. Em Abril de 2015, a Treyarch revelou Black Ops III, lançado em Novembro de 2015. Em Novembro de 2016 lançou Call of Duty: Infinite Warfare. Em Novembro de 2017 lançou Call of Duty: World War II, que marca o retorno da série para temática da Segunda Guerra Mundial. Em Março de 2018, a Treyarch anunciou Call of Duty: Black Ops III, que foi lançado em 12 de Outubro de 2018.

Os jogos Call of Duty são publicados e propriedade da Activision. Enquanto que o estúdio Infinity Ward ainda é o principal produtor, a Treyarch também já produziu alguns títulos onde a história está interligada entre eles. Alguns jogos já foram produzidos pela Gray Matter Interactive, Nokia, Exakt Entertainment, Spark Unlimited, Amaze Entertainment, n-Space, Aspyr, Rebellion Developments, Ideaworks Game Studio, Sledgehammer Games e nStigate Games. Os jogos usam vários motores incluindo id Tech 3, o Treyarch NGL e o IW 5.0.

Em janeiro de 2016, já tinham sido vendidas mais de 250 milhões de cópias de jogos Call of Duty. Em particular, Call of Duty: Black Ops é o jogo mais vendido da série, com um total de 30.5 milhões de cópias vendidas. De acordo com a Activision, as vendas dos jogos Call of Duty já ultrapassaram os US$15 bilhões.

Elementos

Temática

Os primeiros jogos dessa série, desde o original Call of Duty até Call of Duty 3, estão ambientados na Segunda Guerra Mundial e são baseados em fatos históricos, alguns muito conhecidos como a Batalha da Normandia ou a defesa do território russo por parte do Exército Vermelho, recriando as batalhas mais importantes, levando o jogador a uma série de cenários na Europa e no norte da África, e sempre na pele de um inglês, americano ou soviético, ou em algumas vezes, francês ou canadense. O quinto jogo, Call of Duty: World at War, volta ao cenário da Segunda Guerra Mundial. As principais características do jogo são estar focado principalmente nos conflitos que ocorreram no Pacífico (que só haviam sido representados em Medal of Honor: Pacific Assault e Medal of Honor: Rising Sun) e o realismo implementado nas batalhas, que acrescenta a jogabilidade clássica da série, com mais sangue nos impactos de bala, amputações, incinerações, e em geral uma temática mais crua e realista da Guerra.

Call of Duty: Black Ops representa, pela primeira vez na série, a Guerra Fria sendo uma sequência direta de Call of Duty: World at War ao mostrar personagens já conhecidos, entre eles, Dimitri Petrenko e Viktor Reznov, este último, tendo um papel significativo no jogo por ser um dos personagens principais.

Dois jogos da série principal saem das guerras histórias baseadas em fatos reais e criam guerras modernas fictícias que tentam refletir o caráter dos conflitos modernos. A mudança radical ocorre no quarto título da série principal, Call of Duty 4: Modern Warfare, que tem como cenários a Europa Oriental e o Oriente Médio onde o jogador encarna membros do Serviço Aéreo Especial britânico (SAS) e do Corpo de Fuzileiros Navaisamericanos. Nesses cenários o jogador enfrentará grupos terroristas russos. Call of Duty: Modern Warfare 2 segue os acontecimentos de seu antecessor, seguindo os cenários na Europa Oriental, e segue com ex-membros do Serviço Aéreo Especial britânico, que passam a ser chamados de “Task Force 141”.

Série principal

Jogos da “Segunda Guerra Mundial”

Call of Duty

Call of Duty é um videojogo baseado no motor Quake III Arena engine (id Tech 3), lançado em Outubro de 2003 exclusivamente para PC, marcando a criação da franquia. Foi produzido pela Infinity Ward e publicado pela Activision. O jogo simula a infantaria e as forças combinadas da Segunda Guerra Mundial.

Call of Duty 2

CoD 2 é a sequência do aclamado Call of Duty. Foi produzido pela Infinity Ward e publicado pela Activision. A ação também decorre na Segunda Guerra Mundial através da perspectiva de vários exércitos. Foi lançado em Outubro de 2005 para PC, em Novembro de 2005 para Xbox 360, em Junho de 2006 para Mac OS X. Foram feitas outras versões móveis.

Call of Duty 3

CoD 3 é o terceiro jogo da série Call of Duty. Lançado em Novembro de 2006, o jogo foi produzido pela Treyarch, o primeiro Call of Duty que não teve produção da Infinity Ward. Foi também o primeiro a não ser lançado para PC.

Call of Duty: World at War

CoD: World at War foi produzido pela Treyarch e serve com prólogo para Black Ops. World at Warregressa ao cenário histórico da Segunda Guerra Mundial. Em Junho de 2009, Call of Duty: World at War já tinha vendido mais de 11 milhões de cópias.

Call of Duty: WWII

CoD: WWII é o décimo quarto título principal da franquia, trouxe de volta a temática da segunda guerra mundial. Produzido pela Sledgehammer Games e lançado dia 3 de novembro de 2017.

História de “Modern Warfare”

Call of Duty 4: Modern Warfare

CoD 4: Modern Warfare é o quarto jogo da série principal, produzido pela Infinity Ward. Foi o primeiro jogo da série que não tem como cenário a Segunda Guerra Mundial, mas sim os tempos modernos. Em Maio de 2009, Call of Duty 4: Modern Warfare já tinha vendido mais de 13 milhões de cópias.

Call of Duty : Modern Warfare 2

Call of Duty: Modern Warfare 2 é o sexto jogo principal da série. Foi produzido pela Infinity Ward e publicado pela Activision.

Call of Duty : Modern Warfare 3

CoD: Modern Warfare 3 foi desenvolvido pela Infinity Ward e pela Sledgehammer Games com a assistência da Raven Software. É o sétimo jogo da série Call of Duty e o terceiro da saga Modern Warfare sendo uma sequela direta de Modern Warfare 2. A Sledgehammer Games, apontou para um jogo “livre de erros” (“bug free” em inglês) pela primeira vez na série, estabelecendo assim uma meta para as pontuações de crítica do site Metacritic acima de 95%. É também o primeiro jogo da série a ter suporte para jogadores daltónicos.

História de “Black Ops”

Call of Duty: Black Ops

CoD: Black Ops produzido pela Treyarch e publicado pela Activision em 2010. O sétimo titulo Call of Duty, e o terceiro da série criada pela Treyarch, Black Ops é o primeiro jogo da série que decorre na Guerra Fria e em parte durante a Guerra do Vietname.

Call of Duty: Black Ops II

CoD: Black Ops II foi anunciado oficialmente a 1 de Maio de 2012. Black Ops II é o primeiro Call of Duty que tem como cenário um ambiente de ficção cientifica com armas futuristas.

Call of Duty: Black Ops III

CoD: Black Ops III é um videojogo de 2015 do género first-person shooter, produzido pela Treyarch e publicado pela Activision. É o décimo segundo jogo principal da série Call of Duty e o terceiro do arco de história Black Ops. A 9 de Abril de 2015 a Activision lançou a campanha #backinblack, revelando mais tarde em várias plataformas oficiais que um novo Black Ops estava em produção. Black Ops III foi então formalmente mostrado a 26 de Abril de 2015 com data de lançamento prevista para 6 de Novembro de 2015 para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One.

De acordo com a descrição, Call of Duty: Black Ops III “atira os jogadores para um futuro negro e distorcido em que uma nova raça de soldados Black Ops emerge”. O jogo terá o regresso do modo ‘Zombies’.

Call of Duty: Black Ops IV

CoD: Black Ops IIII foi anunciado no dia 17 de Maio de 2018, não atendendo a expectativa dos fans que rondava uma contextualização histórica de um presente ou passado, esse titulo esta localizado alguns anos antes dos acontecimentos de seu antecessor (Black ops III). Esse é o primeiro da franquia a não possuir modo história, entretanto apresenta seu modo análogo ao Battle Royale chamado de Blackout.

Esse game inicialmente possui 3 mapas de zombies, IX, Voyage of Despair e Blood of the Dead, (esse que é um remaster da Mob of the dead, mas conta com uma história diferente). Por se passar em um universo paralelo, o lore desse modo conta com personagens diferentes dos clássicos.

Outras histórias

Call of Duty: Ghosts

CoD: Ghosts é o décimo jogo da série, produzido pela Infinity Ward. Foi lançado em novembro de 2013.

Call of Duty: Advanced Warfare

CoD: Advanced Warfare é um videojogo do género tiro em primeira pessoa (first-person shooter) produzido pela Sledgehammer Games e publicado pela Activision (Square Enix no Japão). É o décimo primeiro jogo principal da série Call of Duty e o primeiro a ser produzido principalmente pela Sledgehammer Games. Foi lançado para Microsoft Windows, PlayStation 4, Xbox One, Xbox 360 e PlayStation 3 no dia 4 de Novembro de 2014. Tal como Black Ops II e Black Ops III, Advanced Warfare tem um cenário e armas futuristas e apresenta o actor Kevin Spacey com o antagonista do jogo.

Call of Duty: Infinite Warfare

CoD: Infinite Warfare é o décimo terceiro título série desenvolvido pela Infinity Ward, e publicado pela Activision. O jogo foi lançado em 4 de novembro de 2016.

CALL OF DUTY: BLACK OPS 4

Game abdica de Modo Campanha para oferecer uma experiência maior em seus modos multiplayers

Era uma vez o Modo Campanha…

Depois de muitas reclamações por conta de enredo e tempo de duração, Black Ops 4 chega pela primeira vez sem um Modo Campanha. Coube a Treyarch oferecer um vasto material multiplayer para compensar o preço do seu game – que continua o mesmo de um lançamento normal. Esse “vazio” é compensado pela quantidade de opções que as partidas multijogador trazem. Desde os modos mais antigos, até os mais recentes Zumbis e Blackout.

Novos e tradicionais modos 

O novo Black Ops 4 mescla modos populares na franquia com outros que prometem muito, principalmente no que diz respeito ao cenário competitivo. São eles:

Assalto – Um nov Modo no melhor estilo Counter Strike. Nele, cada equipe começa com uma limitada quantia em dinheiro, onde precisa vencer partidas e evitar o abate para acumular mas grana e melhorar seu armamento. O intuito da partida é extrair uma mala de dinheiro primeiro do que o time adversário, ou eliminar todos os seus adversários na partida.

Controle – O modo alterna as equipes entre atacar e defender uma determinada área. Ele funciona de uma forma bem parecida com o popular modo do game Overwatch que possui o mesmo objetivo.

MME Caos – Sem dúvida o modo mais famoso da franquia, MME Caos traz um mata mata em equipe de seis jogadores contra seis da outra equipe. Vence o time que obter o máximo número de abates dentro de um determinado tempo. 

Contra Todos – Outro popular modo que colocar de 6 a 8 todos contra todos. O seu objetivo é sobreviver o máximo de tempo possível eliminando todos os jogadores que cruzarem o seu caminho. 

Captura – Mais um popular modo que marcar presença em Black Ops 4. Seu objetivo é capturar a bandeira do time adversário ao mesmo tempo em que protege a sua. 

De todos eles, gostei demais de como Assalto é representado. É de longo o mais popular e disputado. Modos como Controle levam um certo tempo até que jogadores preencham todas as equipes, o que não acontece em Assalto, mostrando mais uma vez a popularidade que ele ganhou. 

Blackout é o Battle Royale que esbanja qualidade

Uma das novidades mais aguardadas de Call of Duty: Black Ops 4 é o seu modo Battle Royale. Chamado de Blackout, ele coloca até 100 jogadores em um mapa onde todos lutam contra todos, com a possibilidade de ser disputado de forma solitária, em dupla ou em quartetos. 

E, para se destacar em um gênero no qual PUBG e Fortnite reinam absolutos, Black Ops 4 apostou no que faz de melhor: sua jogabilidade. Não há como negar a similaridade com os concorrentes, entretanto, quando o game começa para valer, é impossível não notar o quanto o game da Activision roda melhor e de uma forma mais natural.

Para começar, o modo roda a lisos 60 quadros por segundos até mesmo nos consoles (PS4 e Xbox One). A parte visual também não deixa a desejar, já que mesmo com um mapa enorme e repleto de detalhes, não há elementos sem detalhamentos ou estruturas simples. Ou seja, o mesmo visual de outros modos, como o antigo Campanha e os Multiplayers, se mantém inalterado em Blackout. 

O que também diferencia o modo é a forma com que o jogo força as partidas a terminarem de uma forma mais rápida. A começar pelo recolhimento de itens e armamentos, que achei muito mais simples do que em PUBG, por exemplo. Praticamente todos os lugares do mapa me ofereceram um equipamento justo para iniciar o combate franco. Claro que, quanto mais eu vasculhei, melhores opções encontrei.  A velocidade com que o círculo de proteção se movimenta também é mais rápida. Me arrisco a dizer que o tempo de uma partida de Blackout é metade do que uma de PUBG. 

E para completar, a facilidade de encontrar veículos para uma locomoção mais rápida ajuda muito a iniciar o combate. Há carros, lanchas e até helicópteros que ajudam a atingir áreas mais distantes em tempos menores, porém, há sempre o fator exposição jogando contra. Em outras palavras, usar um desses meios de transporte faz com que outros jogadores descubram você mais facilmente no jogo. Entretanto, cabe a cada um decidir qual a melhor estratégia. 

Acredito que não levará muito tempo para que Blackout seja uma referência no gênero. Talvez ainda demore um pouco por conta do seu preço, já que não é possível adquirir somente o modo separado. 

Zumbis no Titanic, em Alcatraz e Arenas de Gladiadores

Black Ops 4 também é a confirmação de que o seu Modo Zumbi deixou de ser apenas um complemento e tornou-se um item obrigatório na franquia. Dessa vez, há quatro tipos de cenários para encarar as criaturas do inferno, como Cruzeiro do Desespero, que leva os jogadores para um confronto dentro do Titanic em naufrágio. 

Por mais que seja um tanto absurdo ter que encarar os mortos vivos dentro da famosa embarcação, o enredo cai como uma luva para o modo. A começar pelo trajeto dentro do navio que ficou imortalizado nos cinemas. Há desde a parte externa onde o iceberg atinge em cheio o casco, até os corredores e a famosa escada onde muitos dos eventos o longo se passam por lá. Para completar, os monstros também trazem uma caracterização inspirada na obra de James Cameron, com vestimentas de funcionários e tripulantes. Confesso que procurei Jack e Rose, mas já deveriam estar à deriva no mar. 

Com o game rolando, a dificuldade do modo é bem mais amena do que em outras versões. Há quatro níveis de configuração, cujo mais alta é impiedoso ao ponto do jogador não durar mais que cinco rodadas. A inclusão dos frascos e habilidades acaba criando uma cara nova ao modo, fazendo com que ele seja mais tático do que o convencional, fazendo com que haja uma conversa antes da partida para organizar quem usará o que. 

A grande novidade fica por conta da configuração de pilastras de habilidades. Você vai se deparar com quatro delas ao longo do cenário, e cada uma contará com um tipo de vantagem na qual você mesmo escolhe ao longo do jogo. Logo depois de uma série de partidas no Titanic, comecei a recordar mais facilmente da localização de cada um, o que me facilitou na hora de escolher qual habilidade pôr no pilar mais fácil de ser encontrado. 

Além de Cruzeiro do Desespero, você também pode conferir os capítulos IX, que leva os jogadores a uma espécie de Arena de Gladiadores, e o Sangue dos Mortos, onde é preciso encarar a prisão de Alcatraz repleta de criaturas. Apesar do primeiro ser o mais divertido de todos, é interessante adentrar a famosa prisão, entretanto, achei o mapa um pouco confuso e sem grandes áreas de escapes. 

Vale ressaltar que é possível jogar cada um desses modos de uma forma solitária com ou sem bots. Eles também funcionam de forma offline, o que também ajuda aqueles que buscam diversão sem a necessidade de estarem conectados. 

Visual continua sendo um show à parte

A parte visual de Call of Duty: Black Ops 4 mantém o padrão de qualidade da série. Praticamente todos os seus cenários, independente do modo, trazem um nível de detalhamento que me agradou demais. E o melhor, mesmo diante de tantas informações, o jogo não perde em nenhum momento a sua velocidade e deixa de rodar a 60 fps. 

A personalização do seu armamento também é muito bem representada. Agora você pode criar uma identidade única para suas pistolas, metralhadoras, etc, dando uma composição de cores e símbolos únicas. Essa possibilidade traz um elemento a mais, permitindo até mesmo que você inventasse uma marca de um clã para ser usadas nas partidas multiplayers. 

E por fim, as animações antes de alguns modos, como o Zumbis, também agrada bastante. É divertido ver os acontecimentos que antecedem a presença das criaturas no Titanic, ou a movimentação dos monstros prestes a adentrarem a arena de combate no melhor estilo Gladiador. 

Conclusão

Call of Duty: Black Ops 4 chega como um dos melhores jogos multiplayers da atualidade. Apesar de não contar com um Modo Campanha e trazer uma limitação para jogadores que preferem partidas offline, a inclusão de novos modos, de um Battle Royale viciante, e um modo Zumbi ainda mais divertido, justifica a aquisição do título. 

Referências:

Wikipedia, techtudo.

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